Obras até abril na Duarte Galvão e Cândido Figueiredo: o que está a ser feito

As obras nas ruas Duarte Galvão e Cândido Figueiredo prolongam-se até 21 de abril e resultam de trabalhos na rede de abastecimento de água. A duração levanta dúvidas no bairro, mas há razões técnicas para o calendário anunciado.

12 de fevereiro de 2026

Desde 6 de fevereiro que a Rua Duarte Galvão e a Rua Cândido Figueiredo estão com circulação condicionada por causa de trabalhos na rede de abastecimento de água que se estendem até 21 de abril.

Logo no início destas interrupções, muitos moradores expressaram dúvidas sobre a duração e a natureza do trabalho — a informação inicial referia apenas “ligação de ramal – faixa de rodagem”, sem mais detalhe. Depois de um primeiro contacto com a Junta de Freguesia, quem respondeu com mais pormenor foi o Dr. Miguel Mendes, enquanto Chefe de Divisão das Brigadas LXNorte.

O acompanhamento técnico da obra está a cargo de um serviço municipal designado DCIEP, sigla que corresponde à Divisão de Controlo de Intervenções em Espaço Público da Câmara Municipal de Lisboa (CML) — o departamento interno que analisa e autoriza trabalhos no espaço público para que cumpram regras de circulação, acessibilidade e segurança.

A duração prevista pode parecer longa, e ninguém diz que é agradável conviver com máquinas e valas semanas a fio. Mas há razões técnicas que ajudam a enquadrar o cronograma anunciado.

Intervenções na rede de água em meio urbano consolidado raramente se resumem a “trocar um cano”. O processo típico envolve:

  • localizar e sinalizar outras infraestruturas existentes no subsolo antes de escavar;

  • abrir a via por troços curtos para manter a circulação automóvel;

  • substituir ou instalar nova tubagem e ligar à rede existente;

  • fazer ensaios de pressão e verificações técnicas;

  • desinfetar a conduta e repor o pavimento provisoriamente e depois de forma definitiva.

Quando se combinam essas operações com a obrigação de manter circulação automóvel, acessos a garagens, corredores pedonais e passagem de veículos de emergência, os trabalhos são normalmente faseados — e isso prolonga o calendário total.

A autorização municipal para a intervenção prevê que:

  • não haja corte total da circulação;

  • seja mantido um corredor pedonal com largura regulamentar;

  • sejam garantidos acessos a moradores, comércio, cargas e descargas e veículos de emergência;

  • e que, fora dos períodos de trabalho, a circulação seja reposta.

Este enquadramento ajuda a explicar por que a obra foi programada para esse período. Mas explicar não é desculpar.

O que a comunidade espera é que as condições anunciadas no papel sejam respeitadas no terreno: que os prazos sejam cumpridos, que a circulação e os acessos sejam geridos com rigor e que, no fim, haja uma reposição cuidada do espaço público. Modernizar infraestrutura é necessário; fazê-lo com consideração por quem vive e trabalha aqui também é uma prioridade para todos nós no bairro.

Sobre a plataforma

A Plataforma de Moradores do Bairro Novo de Benfica nasce da vontade de reforçar a união entre moradores e de criar uma voz coletiva que represente o bairro junto da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica.

Pretendemos promover o diálogo, identificar problemas, valorizar o que já existe de bom e contribuir ativamente para a melhoria da qualidade de vida no nosso bairro.

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